Pular para o conteúdo principal

Postagens

Proprietários da Águas de Manaus realizam operações suspeitas

O Grupo Aegea Saneamento é dono da Concessionária Águas de Manaus, que administra os serviços de água e esgoto da capital amazonense desde 2018, quando o Grupo Aguas do Brasil deixou a cidade sem cumprir com as metas estabelecidas no contrato de concessão (2000). O Aegea Saneamento, que tem como acionistas a Equipav, o GIC (Fundo Soberano de Cingapura) e a Itaúsa, teve que refazer o seu balanço financeiro de 2024, expondo uma baixa contábil de R$ 5 bilhões de reais. Nesta reapresentação do relatório, o patrimônio líquido total da companhia caiu de R$ 11,5 bilhões para R$ 6,3 bilhões de reais. Para os analistas este cenário indica uma fragilidade nos controles internos da companhia e uma perigosa falta de transparência nas contas da empresa. O tema não é apenas contábil, mas envolve interesses públicos. Trata-se de serviços essenciais. Segundo o presidente da Sindágua/MS, qualquer distorção, falta de transferência ou incoerência nas informações podem ter reflexos diretos na vida das p...

Fórum das Águas se mobiliza para a Terceira Romaria das Águas

No dia 07 de fevereiro, no auditório Mãe Paula (CEFAM), o Fórum das Águas do Amazonas iniciou a organização da Terceira Romaria das Águas, a ser realizada no Encontro das Águas, situado a 3 km do Porto da Ceasa, em Manaus. O evento, realizado no Dia Mundial da Água (22 de março), constitui uma iniciativa do Coletivo que se mobiliza em prol dos direitos à água e ao saneamento e combate os processos de privatização dos recursos hídricos na Amazônia. A ação envolverá diversas organizações da sociedade civil, movimentos socioambientais e religiosos, além de múltiplas pastorais da Arquidiocese de Manaus. O Encontro das Águas é um fenômeno natural gerado pela confluência dos rios Negro e Solimões, formando o Amazonas, maior rio do planeta. Ao longo de cerca de 7 km, as águas dos dois rios caminham lado a lado antes de se misturarem, projetando um simbolismo que remete ao respeito pela diversidade e pela natureza, resgatando atitudes essenciais como união, solidariedade e diálogo. O Encontro ...

Em confraternização, Fórum das Águas volta a criticar privatização da natureza

O Fórum das Águas do Amazonas realizou no dia 23 de dezembro uma confraternização natalina, reunindo lideranças de movimentos sociais e organizações da sociedade civil. O evento ocorreu no Espaço Loyola, Centro de Manaus, sendo ocasião privilegiada para rememorar a atuação do coletivo ao longo do último ano, assim como fortalecer a união entre os atores sociais que lutam contra o avanço do mercado sobre a Natureza. Mobilizado pelo espírito natalino, o encontro foi um momento em que se celebrou a atuação do Fórum das Águas pela defesa dos direitos humanos à água e ao saneamento, estimulando a reflexão sobre os desafios impostos pelo capitalismo selvagem que domina a Amazônia, devastando a biodiversidade, eliminando as culturas e gerando pobreza e desigualdade social. O modelo de desenvolvimento adotado na região tem concentrado a riqueza nas mãos de poucos grupos econômicos (grandes empresários, latifundiários, bancos e políticos desonestos) e é o principal responsável pelo aprofundam...

Fórum das Águas avalia COP30 e expõe falhas da privatização da água

No último 06 de dezembro, o Fórum das Águas do Amazonas realizou a XI Tribuna das Águas com o tema “Direitos humanos e da Natureza – até aonde vai a prática pós-COP30?”. O evento aconteceu na Praça Heliodoro Balbi – Praça da Polícia, no centro de Manaus, reunindo lideranças de movimentos sociais, universidades e organizações da sociedade civil preocupadas com a violação dos Direitos Humanos na Amazônia. A manifestação pública também contou com a participação da Comissão da Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus, que ecoa os apelos da Encíclica Laudato Si, escrita pelo Papa Francisco em 2015. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil reforçou a iniciativa, representando a Rede Amazonizar, que promove o diálogo ecumênico e inter-religioso em sintonia com os movimentos sociais, coletivos indígenas, povos tradicionais e comunidades religiosas. Os manifestantes resgataram o momento histórico da realização da COP30 na Amazônia, mas alertaram para a necessidade de não esperarmos que a Org...

Direitos humanos e da natureza: até aonde vai a prática pós-COP30?

No dia 06 de dezembro, o Fórum das Águas do Amazonas realiza mais uma ação coletiva convocando a população para a praça pública. A XI Tribuna das Águas desta vez se propõe discutir o tema “Direitos humanos e da natureza: até aonde vai a prática pós-COP30”. A manifestação tem lugar na Praça da Polícia, no sábado, às 8h30 da manhã. Várias lideranças vão trazer à praça a discussão sobre o pós-COP30, destacando os próximos passos da luta contra as mudanças climáticas. Depois de toda a articulação do governo, do mercado e da sociedade civil para a COP30 em Belém do Pará é necessário pensar sobre os resultados deste evento. A presença de centenas de organizações sociais representou uma novidade na COP30. Este desempenho da sociedade civil gerou uma boa expectativa, passando a impressão de que teríamos uma COP democrática e disposta a responder aos anseios da humanidade sobre os problemas que envolvem as mudanças climáticas. O fato de ter sido realizada na Amazônia também engendrou boas i...